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Pr. Jessé Carlton Murphy

Eu nasci no dia 15 de agosto de 1932, na cidade de Mount Rainier, no estado de Maryland, Estados Unidos da América. Sou o caçula de uma família de seis filhos homens. Meus pais eram pobres, mas religiosos. Faltava muita coisa material em nosso lar, mas nunca faltava amor. Eles sempre demonstravam muito amor para com os filhos e sempre nos levavam para a igreja e nos ensinavam a discernir entre o certo e o errado. Mas nossa igreja era muito liberal. Consequentemente, eu cresci apenas como um religioso e não ouvia o verdadeiro Evangelho de Cristo, até alcançar dezoito anos de idade.

A Igreja Metodista, onde eu e minha família frequentávamos, recebeu um novo pastor que pregava a Bíblia e confrontava o povo com a necessidade de ter um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Naquela época, meus pais e alguns dos meus irmãos se converteram também.

Em seguida a minha experiência de conversão, nossa igreja realizou uma série de trabalhos especiais e eu comecei a sentir que Deus estava me chamando para o ministério. Com um novo rumo e propósito na minha vida, muita coisa começou a acontecer. Com a ajuda do meu pastor, eu me matriculei numa faculdade evangélica, Taylor University, que ficava no estado de Indiana. Em janeiro de 1951, saí de casa pela primeira vez para começar o meu preparo para o ministério. Foi no primeiro ano que Deus definiu a área do ministério onde Ele queria me usar – o campo missionário.

No terceiro ano da faculdade, conheci Lorena Smith. Ela também tinha um chamado missionário e logo depois de começarmos a namorar, Deus confirmou o plano dele para nós. No dia 21 de agosto de 1954, nós nos casamos e em junho de 1955 me formei da faculdade com mais convicção do que nunca do chamado de Deus sobre minha vida.

Depois de uma experiência pastoral, fomos aceitos como missionários pela Sociedade Missionária Oriental, conhecida hoje como OMS Internacional. Através da oração, do conselho dos líderes da Missão e dos contatos com alguns missionários, Deus confirmou que o campo onde nós iríamos gastar nossas vidas era o Brasil.

Em pouco tempo nosso sustento estava completo e embarcamos num navio, no dia 8 de agosto de 1960, em uma viagem de 21 dias, rumo ao Brasil. Nossos dois filhos tinham quatro e dois anos. O entusiasmo e expectativa eram muito grandes quando desembarcamos em Santos e pisamos em terra brasileira, o país que seria nosso lar e o campo de trabalho por mais de quarenta anos. Passamos nosso primeiro ano em Campinas, São Paulo, em uma escola de línguas. Jamais esquecerei o desafio e a luta para aprender a falar a língua portuguesa, a língua que eu considero a mais linda e mais expressiva do mundo.

Através dos anos, estive envolvido em uma variedade de ministérios. Fui professor do ISBL, realizei trabalhos nas escolas, dirigidos aos jovens, produzi um programa diário de rádio, de alcance nacional, e um programa de televisão, além de ter pastoreado em várias igrejas. Em 1969 e 1974 tive o privilégio de levar conjuntos musicais de brasileiros aos Estados Unidos, em excursões de alguns meses, nas quais testemunhamos através da música, teatro e da cultura brasileira.

Minha maior alegria e satisfação, em quarenta anos de ministério no Brasil, tem sido pregar e viver a mensagem de Cristo de uma maneira equilibrada, bíblica e prática e participar dos resultados que esta mensagem tem produzido na vida de tantas pessoas. Em 1985, o diretor da nossa Missão, Humberto Clevenger, pediu que eu liderasse uma equipe para plantar uma nova igreja em Londrina. Isso seria uma nova experiência para mim porque sempre pastoreava igrejas existentes, mas nunca comecei uma igreja do zero.

Não foi fácil. Tivemos muitas lutas e desapontamentos no caminho, mas a fidelidade de Deus nos levou a ver a Igreja Missionária Comunidade Shalom nascer, crescer e tornar-se uma igreja forte, com mais de 400 pessoas. Nosso foco, desde o começo, foi a família como um todo.

Em Janeiro de 1992, eu passei por uma experiência assustadora, quando senti uma queimação bem forte no meu peito e fui informado pelos médicos que meu coração era uma bomba relógio. Passei pela cirurgia e durante a recuperação refleti muito sobre a minha vida e o meu ministério. Pensei em como poderia ser um marido melhor e um pastor melhor. Comecei a ver que o que realmente importa nesta vida são as coisas eternas – pessoas e a Palavra de Deus. Eu me tornei um pastor melhor depois de ter passado por essa experiência dolorosa e fiquei mais convencido de que a promessa de Romanos 8.28 é real e verdadeira: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

O que me segurou no ministério por tantos anos era a plena certeza do meu chamado. Para mim, isso é o requisito número um para qualquer pessoa que está contemplando a possibilidade de entrar na obra de Deus com tempo integral.

Em Janeiro de 2000, depois de muita oração e com a idade de 67 anos, senti que Deus disse que Ele estava me liberando do nosso trabalho no Brasil. Levamos um ano e três meses para fazer uma transição suave e lenta, a fim de que outro pastor da Equipe assumisse meu lugar. Em abril de 2001, eu e minha esposa nos despedimos do povo, do trabalho e do país que eram nossa família e nosso lar durante quarenta anos e oito meses e voltamos para os Estados Unidos.

 

Extraído da autobiografia do Pr. Jessé Murphy

 

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